O bem-estar animal engloba sua saúde física, mental e social. E nós, TUTORES, somos responsáveis em proporcionar e manter a integridade da saúde do nosso pet. Um dos fatores que podem contribuir para o desequilíbrio desta saúde é o ESTRESSE. E aí, eu pergunto: será que nós estamos contribuindo ou gerando fatores estressores que venham a prejudicar a saúde do nosso pet?
Pensando nisso, resolvi escrever este artigo para trazer esclarecimentos sobre o que é o estresse, como ele interfere no bem-estar animal, assim como trazer uma reflexão em como podemos mitigá-lo.
O estresse são alterações fisiológicas, comportamentais e psicológicas frente à ameaça ao estado de bem-estar do animal. Quando o cérebro percebe e avalia o que é ameaçador, o nosso corpo desenvolve respostas comportamentais e fisiológicas contra o estresse e promove adaptações. Porém, o estresse é necessário e salutar para a sobrevivência do animal, por exemplo, numa situação de fuga. O grande problema é quando o estresse tem respostas em excesso e desreguladas gerando PATOLOGIAS -pressão alta, cardiomiopatias, diabetes, problemas de pele e aumento no risco de infecções. Em relação às patologias comportamentais podemos citar o ato de se isolar, agressividade com outros animais ou pessoas ,ansiedade, fobias( levando a latidos excessivos, tremores,agressividade e destruição) e lambedura excessiva.
Vale ressaltar que os animais possuem fatores genéticos, ligados a raça e a espécie, assim como uma personalidade que os torna, por exemplo, mais tímidos, medrosos, reservados, individualistas, temperamento forte e até submissos. Sendo assim, nós como tutores, devemos procurar entender nossos animais e promover situações que não agridam a sua personalidade, como por exemplo, levá-lo a ambientes com muita gente e barulho caso ele seja tímido e reservado. Se fosse você , iria gostar?
Outra coisa muito importante, além dos fatores de personalidade, raça e espécie, é que devemos socializar o animal, o que é extremamente importante na 2 a 14 semana de vida. Ele precisa entender que estímulos como andar de carro, ruído de fogos, campainha e conviver com outros animais é algo normal e faz parte do seu cotidiano. Caso contrário estes estímulos serão agentes estressores e irão gerar alto grau de estresse no animal, além de dificultar sua convivência na sociedade.
Diante disso pergunto: Será que nós seres humanos estamos respeitando as características genéticas, fisiológicas e mental dos nossos pets? Será que ao trazermos um pet para família humana avaliamos o aspecto financeiro, o cuidado, e que eles não são descartáveis? Será que estamos sendo empáticos com eles? O maior ESTRESSE para seu pet é a falta de AMOR e RESPEITO que você venha a não ter por ele. Pois quem ama e respeita cuida sem pedir nada em troca. Cuida por um amor que vem da ALMA e este não existe adjetivos nem mensuração da sua intensidade.
Cuidar de um pet é uma grande RESPONSABILIDADE, pois estamos cuidando do seu bem-estar. Caso contrário podemos gerar fatores estressores por falta de conhecimento e muitas vezes por pensarmos em satisfazer aos nossos desejos, sem contudo entender se isto fará bem ao animal seja ela um cão, gato ou qualquer outra espécie
Celina Salles
CEO Dyzamis

